Um brinde a 2009

Dezembro 26, 2008

Vida longa eu não alcanço
Na orgia ou no prazer
Mas enquanto eu não morrer
Bebo, fumo, jogo e danço
Me censure quem quiser
Enquanto vida eu tiver
Cumprindo essa sina venho
E além dos vícios que tenho
Sou perdido por mulher.


Soltando gases no sofá

Novembro 4, 2008

Sentado, assistindo ao futebol. Como eram três da tarde, o único jogo que estava passando era Leverkusen contra Wolfsburg – ô partidinha… Sempre coçando o saco, sacou aquela cerveja de mais de mês, que estava escondida atrás dum pote de geléia. Mata a lata em três goles. Arrota – um senhor arroto, daqueles que espantam exu caveira. Fica pensando no seu amigo, que acabou de sair dali, e em como o cara é aparentemente feliz: namorada, seus casinhos, que esconde muito bem, dinheiro… Um vidão. Mas também pensa em como o cara está vazio por dentro. Ultimamente ele só vive rindo, parece não ter problemas, mas parece também não querer parar e pensar ao menos um minuto sobre sua vida, assim não lembra que também tem problemas (três TAMBÉM numa só frase, fora o uso do três; ainda bem que não sou fã de Cabala ou coisa afim). Confuso esse pensamento. Melhor voltar a coçar o saco e não pensar também. Cadê o Doritos que estava aqui?


Este post tinha intenção de ser postado na segunda.

Outubro 29, 2008

Hoje é segunda. E se hoje é segunda, ontem foi domingo. Logo, ontem foi dia 26, dia de eleição. Gabeira, ou Paes? Mas, mais que isso, ontem foi dia de anotar os TOP 5 nomes mais esquisitos que foram votar na minha sessão – como mesário eu vi bastante coisa engraçada.Vamos aos nomes:

Em quinto lugar: Therezinha (entende-se com isso, que o diminutivo estava realmente no nome dela – a carteira de identidade comprovava). Conquistando a quarta colocação, a senhora Isolina (nádegas a declarar). Na medalha de bronze, o senhor(a?) Esdras. Um amigo meu veio me contar que advém de um nome bíblico, mas, até aí, foda-se. É feio. O segundo lugar foi para: Giosafatte (que tampouco lembro se era homem ou mulher. eu estava muito ocupado anotando no meu celular os nomes pacóvios). A medalha de ouro vai para um nome composto. Um nome que nenhum mortal imaginaria para o seu filho. Não pelo fato de não querer entregar-lhe a seu filho (tá, talvez por isso), mas pelo simples fato de nunca ninguém ter existido tamanha criatividade antes na história. Só na Grécia antiga, mas para eles Sófocles e Hieráclito eram nomes bonitos. Enfim, o ganhador do prêmio “piores-nomes-da-eleição” vai para… Edmico Eufrásio !

“Senhora Julia, pode votar!”. “Senhor Pedro, vai lá”. Eu gostava de chamá-los pelo nome. Cada pessoa que entrava na minha urna, era bem-vindo com um cordial “Bom dia!” Todos, sem exceção. Até a velha rabugenta que fez cara de nojo. Mas quando o senhor Ed… ed… não consigo nem pronunciar direito. Quando ele apareceu, eu gaguejei. “O senhor edddddddmiiiiii. Tá, pode votar.”

Com essa história, espero que vocês reflitam sobre a importância de escolher um nome bonitinho para os seus filhos. Isso que aconteceu com Giosafatte, Edmico Eufrásio, Esdras, Isolina e Therezinha, pode acontecer com os seus filhotes. Na sala de aula, na fila do banco, ou mesmo no dia da votação. Se você não quiser que ele seja alvo de gozações ou de posts em blog nonsense, dê um nome bonitinho. Tipo Daniel, sei lá.


As 10 regras da boa convivência comigo – Porque eu sou egocêntrica a esse ponto

Outubro 27, 2008

-Não gaste o gás do meu isqueiro. Nunca.
-Se eu disser “Meu amor, cala a boca” é da forma mais carinhosa possível.
-Eu abaixo o volume da TV e/ou do rádio se alguma conversar estiver acontecendo. É mecânico.
-Eu dirijo do meu jeito. Ponha o cinto e se segure. Ou vá de taxi.
-Se eu beber, aceite desculpas antecipadas.
-As coisas acontecem do meu jeito. Sempre. E o Universo funcionou bem até agora.
-Eu fumo, não faço dietas e bebo mais café do que meu corpo pode agüentar. Aceite.
-Eu vou fazer o menor esforço físico necessário em toda e qualquer situação. Tirando no sexo.
-Eu minto.
-É mentira.
-Eu tenho dupla personalidade e não sei contar até 10.


Fluxo real é a oferta e fluxo nominal, a demanda – eles se encontram no mercado.

Outubro 21, 2008

… Depois de quase um mês. Continuo sem motivos para escrever, apesar da incessante pressão “racheliana”. Isso se deve ao maravilhoso horário de verão, outrora contemplado por minha ignorante pessoa:

 

“Como seria bom se o mundo vivesse num eterno horário de verão”

 

Isso era o que eu dizia até pouco tempo atrás. Mas agora tudo mudou. Acordo no breu. Já na rua, esperando pelo ônibus, vejo morcegos sobre minha cabeça. Um coroa militar passeia todo dia com seu poodle por ali, fardado (apelidei-o de Fetiche, porque andar de madrugada fardado só por causa dum maldito poodle cagalhão só pode ser fetiche). Outras maravilhosas situações me ocorrem, o que me faz pensar: Quem foi o filha – eu xingo FILHA mesmo, sem distinção de gênero – da p*** (hoje estou me censurando, não reparem) que disse ser o horário de verão uma coisa linda? Estou de implicância com meus outros Eus. Talvez seja porque não tenho time para torcer, talvez seja o horário de verão mesmo, talvez alguns acontecimentos bizonhentos que me acontecem. Mas é bom você – eu – ficar esperto, senão vou dar com tua cabeça na parede.

 

Bom, agora vou assistir à partida entre Fener e Arsenal. Quero ver se o Adebayor faz um golzinho para eu aprender a dancinha que ele faz. Passar bem. Nem revisei. Estou de licença – poética.

 

Musiquinha – Jazzbo – Putin’s Dream


O MILHO – O maior texto que já escrevi.

Outubro 10, 2008

Quando comecei a escrever esse texto, pensei em escrever sobre sexo. Mas pensei:
É o que todo mundo está esperando. Então não.
Vou falar de que?
Não quero o lugar comum. Não vou falar de esportes, política ou sobre os campos da metafísica.
Então me veio: vou falar sobre o milho. Sim. O milho.
Eu me deparei outro dia com uma belíssima espiga de milho. Daquelas amarelas, cheias de manteiga e sal, envoltas em uma folha natural, cheias daquela aguinha gostosa que todo mundo chupa depois que os grãos já se foram.
Um passe direto para pressão alta, problemas com colesterol e fiapos nos dentes.
E nesse momento eu percebi: Todas as formas possíveis de se comer milho terminam em trecos grudados precisamente no último e inalcançável dente. Na espiga, a pipoca, milho na salada, não importa.
O milho irá deixar restos na sua boca.
Daqueles que irão incomodar por horas a fio, sem que você consiga tirar não importa o quanto futuque com a unha, passe a língua, chupe ou escove. E não me venham falar em fio-dental. Não adianta.
Esse pequeno incômodo só deixará a sua arcada dentária três dias depois. No meio de uma situação em que você não está pensando nele.
Seja uma prova, uma briga de namorados ou uma cirurgia de cérebro. Ele vai se soltar sozinho e ficará pousado na sua língua. Alguns cospem, outros engolem (sem trocadilho), mas todos têm aquela sensação de alívio. E você suspira: finalmente.
Mas aí você sente um vazio na boca e na alma. Começa a sentir falta de ter aquele carocinho duro que já fazia parte de você. Foi ele quem te entreteve nas últimas 48 horas quando você repousava em momento de absoluto ócio.
E você fica triste. Um luto de alguns segundos. E você esquece…
Até a próxima chupada…
De caldinho, gente!
DE ESPIGA!
E depois eu que tenho a mente suja…


O dia em que levei um soco no olho

Outubro 7, 2008

Baseada em fatos reais.

Chego em casa depois de um dia cansativo de faculdade/trabalho/academia.
Deitada na cama, sinto dor de gastrite, o que me impulsiona a comer.
Chamo meu irmão, Matheus, para jantar.
Ele me acompanha (para minha surpresa).
Trocamos 2 dedos de prosa sobre a vida e suas espertezas.
Estamos voltandos aos nossos aposentos após uma refeição tranquila.
No hall entre-quartos, ele resolve me mostrar uma nova habilidade dele no jiu jitsu: o contra-ataque.
(Estamos nessa troca de conhecimento, é verdade. Ele me mostra golpes de lutas violentas e divertidas e eu lhe mostro a vida)
Estamos simulando socos à la Matrix (em câmera extra lenta). Para entender os movimentos, sabe?
Niquí ele me vem com um “Não, Kel. Faz rápido.” “Mas Matheus, você vai acabar me acertando…”, “Não vou nada, Kel! Porra! Vai…”.
E eu fui.
Grande erro.
Nunca subestime o reflexo humano.
Em resposta à minha imitação de soco, ele rapidamente esquivou.
A última coisa que vi foi a sua lingua parcialmente pra fora. Seus olhos vidrados. E uma mão enorme (repito: ENORME) vindo em minha direção.
Abri os olhos lacrimejantes e piscativos. Formigamento na sobrancelha esquerda.
Eu carinhosamente grito: FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILHO DA PUTA!
Ele pede desculpas por alguns minutos. Até que rapidamente se desinteressa pelo meu sofrimento começa a perseguir mosquitos com a raquete elétrica.
Desculpa, meu bom Rui. Eu tinha que postar.

Em sua homenagem:
Versinho do dia: Espelho, espelho meu, alguém se fode mais nessa vida do que eu?


Capi, o rei do sertão

Outubro 1, 2008

Para depois algumas pessoas – leia Rachel – não dizerem que eu deixo de postar no meu dia, esclareço: TERÇA-FUCKING-FEIRA is the day. E por mais que na semana passada eu tenha falado sobre Maomé e que hoje eu deixe só um beijo para Capistrano de Abreu, pelo menos dei sinal de vida. Na terça próxima volto com sinais vitais normais. Garota Rachel, anarriê para você.


Papagaio que acompanha João-de-Barro

Setembro 28, 2008

Amália, ainda escreverei um texto sobre a opressão e a ilusão de sexo nas Academias. Não se preocupe. Mas agora a ressaca me força a escrever sobre uma coisa mais importante: A opressão e a ilusão de sexo nas boates.

Não. Tô brincando.

Só vim dar um conselho: Se vocês forem beber Vodka e Redbull, não usem fio dental vermelho. Guardem os agradecimentos para depois.


A volta dos que não foram. Título que nada tem a ver com o post.

Setembro 26, 2008

Todos os dias, quando o relógio bate 18:30h eu tiro as calças.
Não, sério. Tiro mesmo. Mas não se preocupem. É no trabalho…
A última menina que trabalha comigo, abandona nossa sala cerca de 18:29h. Quando ela bate a porta atrás dela, e eu ouço o barulhinho de tranca, é automático: eu tiro a calça.
O pior é que eu sei que tirar a calça precede, inevitavelmente, uma situação terrível pra mim.
Eu suo, fico cansada, ofegante…
Calma. Não envolve carteiros de nenhum gênero.
Eu tiro a calça para colocar outra. Uma calça opressora. Uma calça que representa tudo que destrói a sociedade. O marco desumano da história do Homem: A calça de ginástica.
Além de ridiculamente expositora (checar se ela palavra existe no Google antes de publicar o texto) a calça de ginástica representa, acima de tudo, a ginástica.
Eu tenho um ódio incontrolável de academias em geral. Não fossem os gostosos que são pagos para me “alongar” a meu bel prazer, eu não sei o que seria de mim por lá.
Aliás, essa espécie de prostituição sem tanta nudez e orgasmos é interessantíssima. (lembrar de escrever um texto sobre isso no futuro).
Enfim…
A razão desse post:
Hoje, conforme o ritual, Gabrielle (a última a abandonar seu posto) se levantou, se despediu, bateu a porta, passou a tranca, eu tirei as calças. Até aí, tudo normal.
O que eu não contava era com o fato de ela ter esquecido o celular em cima da mesa.
De forma que, quando abriu a porta inocentemente, me pegou com as calças nas mãos. Literalmente.
Meio constrangida e confusa, pobrezinha, ela gaguejou, virou de costas e saiu. Sem o celular. Enquanto eu afogava em constrangimento, ela voltou e eu, ainda com as calças na mão, não arranjei nada melhor pra dizer que: Eu posso explicar.
Ela agarrou o celular, ignorando meu apelo, e se despediu. Saiu. Assim.
E por isso, meus amigos, escrevo:
Para pedir um novo emprego.


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